16-04-783

Esta manhã todos nós acordamos melhor, estávamos revigorados. Nos juntamos no quebra jejum, e conversamos, nos aproximamos. Aprendi o nome da Tailox ( Keyleth ) e dos dois Irmãos Elfos ( Dumbledore Black e Kirito Black ). Dumbledore é o Sacerdote, já o Kirito é o Espadachim.

Me pareceu que Dumbledore está a procura de desvendar ou é descobrir mais sobre um livro religioso que ele achou na "Infância", ou sei lá que parte da vida dele, eles têm por volta de 200 a 300 anos cada, eu nunca me acostumo com as idades dos Elfos. Bom, Kirito seu irmão mais velho, resolveu seguir o irmão na sua busca, para poder protegê-lo.

Keyleth é um pouco mais resguardada, me falou menos de sua vida, mas pelo que entendi, ela é filha de dois grandes mágicos, uma Feiticeira e um Mago, mas não sei qual é qual, fora que ela não me falou o motivo por estar viajando pelo mundo com dois Elfos.

Graças aos céus que a Guarda da Cidade nos providenciou esta estalagem, as armas e ferramentas. Depois de terminarmos de comer, os Elfos, foram dormir novamente, mas como eu estava bem disposto resolvi ir junto com Keyleth ao Ferreiro, ela ia fazer alguma coisa com o Goblin que ela tinha capturado.

Eu a esperei na recepção, e quando eu a vi, vindo junto com o Goblin, não acreditei, sei lá o que ela tinha feito, mas ele estava desamarrado e não mostrava a mínima vontade de fugir. Perguntei se ela já dominava os segredos da mente, mas a resposta foi um não, disse que tinha tentado de todas as formas o convencer a ficar com ela, mas que a pequena criatura que descobriu se chamar Quilin, estava preocupado com sua família, e não teve jeito de persuadi-lo a ficar. Dada por vencida, ela queria de alguma forma ajudá-lo, e por isso queria ir ao ferreiro.

A caminhada me revigorou ainda mais, nós conversamos mais sobre mim, ela perguntou o por que, eu tão novo estava pelo mundo, e respondi que para minha raça eu já sou adulto, e como a Ordem de Ermida é praticamente composta por Jubans, alguns dos costumes do meu povo está impregnado nela. Conversei também que aos 15 anos, tem uma variação de treinamento na Ordem, ele se foca na sobrevivência, e conhecimento do mundo exterior, chega em uma parte em que cada um pode escolher se especializar em algumas áreas que nos ajudaria a vencer o mundo, como: ferreiro, carpintaria, alquimia, escultor, entre outros. Eu escolhe ser um Ferreiro, para que assim eu pudesse fazer minhas próprias Armas, quando assim desejasse.

Ela me falou então, o porque eu não pegava um kit pequeno de materiais de ferreiro, para que eu pudesse ter sempre em mãos, uma forma de consertar minhas armas e armaduras, em vez de fazer como fiz ontem, ter que esperar pela bondade dos outros ferreiros para consertar minhas próprias coisas. Realmente ela estava certa, não sei por que eu não havia pensado nisso antes.

Quando chegamos ou ferreiro, Keyleth pegou um escudo pequeno e uma adaga e deu para o Goblin, falou para ele, que ela o estava deixando ir para junto de sua família, mas que assim que chegasse lá, todos deveriam se afastar de qualquer coisa errada, pois se ela os encontrasse novamente nesse meio, ela não os poupariam. O Goblin foi então embora, dava para notar que ele não estava completamente satisfeito, mas ele foi, se esquivando e escondendo de todos.

Achei este feito dela muito nobre, uma nobreza que não sei se eu um Paladino a teria. Vi que seus olhos estavam lacrimejando, e para disfarçar que eu tinha visto, perguntei ao ferreiro se não tinha nem um kit de ferramentas portátil, e ele me trouxe uma caixa de madeira, com cadeado. Quando perguntei quanto custava, ele me respondeu que ainda estava incluso nas ajudas da Guarda.

Fiquei muito feliz por ter agora uma forma portátil de sempre deixar minha coisas como novas, já que eu sou tão zeloso com elas.

Voltamos em silêncio, eu não sabia o que dizer para reconforta-la. Para minha sorte, antes de chegarmos a estalagem, apareceu um soldado e nos disse que a frota havia encontrado o esconderijo do Ethamuriel.

Eu não entendi o porque do esconderijo, já que ele era um Lord, mas o soldado me explicou no caminho da estalagem para chamar os outros, que o Lord, tinha desaparecido alguns dias antes e foi descoberto que estava escondido. 

Partimos o mais rápido que deu, pois a investida seria na noite daquele mesmo dia.


*  **  **  *

A viagem não durou, chegamos no período da tarde e faltava bastante para anoitecer.

O Capitão de Kênovale se chama Tomas, e foi ele quem nos recebeu. Falou que o esconderijo do Lord ficava a uns 3 quilômetros e meio, e nós partiríamos para este local às oito horas da noite, já que a investida seria por volta da meia noite. Até lá nós poderíamos dispersar.

Como eu esta extremamente curioso para saber um pouco mais sobre a tal espada de Tirius, perguntei se nesta cidade havia algum mágico ou alquimista. O Capitão disse que tinha um viajante, que é um alquímico, e para nós mostrar o caminho, ele chamou um soldado chamado Carrol. Keyleth, falou que ia também porque queria saber sobre o livro, e as poções que o Kirito achará.

Carrol é um soldado extremamente enérgico, não parou de falar nem um minuto durante o trajeto, falou tanto que não vi quando o Dumbledore se dispersou do grupo. Depois Dumbledore me falou que precisava de um tempo só para ele, para que se ligasse novamente com seu Deus, já que estava muito influenciado por todas as coisas mundanas, como na nossa última aventura onde ele cobrou por ter ajudado os soldados, esse foi o que o despertou para este problema.

Já estava farto de tanto saber como era ser um Soldado Novato em Kênovale, quando chegamos ao lugar, ele nos mostrou uma carroça daquelas em que ciganos moram, não muito grande, mas caprichosa.

Na porta havia um humano já de idade, sentado tranquilamente enquanto fumava um cachimbo. Nós nos anunciamos, e ele gentilmente convidou-nos a entrar em sua loja ambulante. Quando eu entrei fiquei estupefato. A loja deveria ter algum encanto, porque, por dentro ela era bem maior do que por fora, tinha bastante coisas, muitas delas intrigantes e muito provavelmente mágicas.

Acredito que Keyleth estava muito ansiosa, pois foi me atropelando e perguntado sobre tudo, perguntou do livro que encontramos, perguntou sobre a poção, onde encontrar seus ingredientes, quais eram, qual efeito tinha.

O Livro era sobre como criar um Golem, e a poção era meio que apenas um receptáculo de uma semente, que ao ser invocada se tornaria uma planta monstro, e o líquido era para proporcionar que esta semente tivesse esse efeito mais rápido.

Depois ela perguntou se ela poderia aprender, a como invocar o Golem com o livro, e o Senhor disse que sim, mas que precisaria de bastante treino e um mentor, ela sem nem um arrodeio já perguntou se ele aceitaria ser o seu mentor, e ele disse que aceitaria, pois estaria aprendendo a invocação junto com ela, mas que isso só poderia acontecer na Cidade de Porto Real, pois era lá que ele tinha uma loja e todos os seus materiais de estudo estavam lá. Com esta notícia Keyleth se desanimou um pouco pois queria aprender naquele momento, e não depois, sabe se lá quando.

Chegada a minha vez, eu lhe mostrei a Espada de Tirius, junto com o colar, ele examinou e adquiriu uma expressão mais concentrada, perguntou onde eu havia conseguido esta espada, e o que eu sabia dela. Eu respondi esperava ter estas informações com ele. Seu rosto mudou de forma a me censurar.

- Eu a encontrei, e não a roubei se é o que você pensa. - Falei meio ofendido com a acusação.


Ele olhou para mim e fez que sim com a cabeça, mas meio incrédulo. Logo em seguida ele olhou para o Kirito que estava atrás de mim, e falou:


-Nem pense nisso. Você irá se arrepender. - Não entende na hora o que isso significava, mas pensando agora, acho que é provável que o Kirito estivesse tentando roubar algo.

Quando estávamos por ir embora, Keyleth fez uma pergunta que deveria ter sido feita quando entramos.

-Qual é o seu nome? - Não sei como eu não fiz esta pergunta, como pude esquecer? É como se já o conhecesse a muito tempo.

-Erwim. Podem procurar por Erwim, quando chegarem a Cidade de Porto Real.

Voltamos junto com o Carrol, que pelo menos agora estava mais calado, mas mesmo assim ainda parecia uma criança Juban quando ganhava sua primeira adaga, ele nos conduziu ao Quartel General. 

No QG, foi passado as ordens, e instruções, desde já ficou decidido, que a missão seria furtiva, e que nós seríamos divididos em três grupos, dois dos grupos seriam comandados pelos Capitães de Ashawood e Kênovale, e o Oficial Roud ficaria conosco, o terceiro grupo. 

Agora só estamos esperando a hora da partida.




Ass: Adamus Asliano

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